JUSTIÇA CAPENGA E BANQUETE DE LUXO

O BRASIL QUE PAGA A CONTA

Nesta postagem, trago um manifesto em versos sobre o cenário atual do nosso país. Entre manobras monocráticas, omissões no Congresso e a blindagem escancarada de quem deveria estar sob o rigor da lei, a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. No ritmo do Martelo Agalopado, denuncio o teatro das oitivas e a inércia dos que se curvam ao poder, esquecendo-se de quem os colocou lá. Como diz o ditado que dá título a este cordel: Quem pode manda. Quem não pode paga a conta.

Quem pode manda. Quem não pode paga a conta.

Vejo o trono erguido na ganância
Onde a lei se dobra ao interesse
Pudesse o povo ver, e se pudesse
Veria o peso da intolerância.
Ladrão de colarinho e de elegância
Que rouba o pão, o sonho e o hospital
Faz do congresso o seu quintal real
Protege o par, esconde a maracutaia
Mas não há rede que o peixe não caia
Na tribuna do juízo final.

Onde a lei deveria ser barreira
Vejo o medo em cadeira estofada
A tribuna encolhida e acovardada
Curvando a espinha de forma rasteira.
A Carta Magna virou brincadeira
Rasga-se o rito, o brio e a razão
Quem foi eleito pra ser o guardião
Se faz de servo, se omite e se cala
Deixando o juiz ocupar a sala
E as ordens de fora virem ao chão.

O voto foi dado com esperança
Mas quem se elege logo se esquece
A voz do povo na rua fenece
Enquanto o poder faz sua dança.
Onde se espera firme confiança
Vemos o jogo, o conchavo e o breu
O soberano que nos prometeu
Hoje se cala diante do açoite
Deixa a justiça sumir na noite
E o sonho de um povo que já morreu.

No meio do caos, da voz silenciada
Por ordens que descem de um só gabinete
Onde o direito padece no açoite
E a busca da prova se vê bloqueada.
Ainda se ergue a face honrada
De poucos que honram o seu compromisso
Enfrentam o muro, o receio e o feitiço
Nas oitivas que buscam a clara verdade
Lutando com garra e com dignidade
Contra o sistema que serve ao vício.

Tem gente que o voto nega e se esconde
Mas na hora do embate aparece
A lógica clara logo fenece
Pois ninguém explica o como e o onde.
O cego não vê, o mudo responde
Blindando o culpado com tal maestria
Transformam a busca em pura folia
Criando conflito, fumaça e barulho
Pois pra quem do erro alimenta o orgulho
A luz da verdade causa agonia.

O jogo é pesado, a carta é marcada
O dono do mundo dita o seu preço
Mas a história não tem avesso
E a conta por nós será cobrada.
Pois quem hoje manda na lei fabricada
Esquece que o tempo é o justo juiz
Não há gabinete, por mais infeliz
Que apague a verdade do povo que sente
Pois quem fere a pátria e mente à gente
Não colhe o futuro num solo aprendiz.

Mas brilham as mentes de homens honrados
Que dentro da sala mantêm o aprumo
Trazendo o Brasil de volta pro rumo
Limpando o caminho de ratos engravatados.
Que os três poderes, enfim ajustados
Respeitem o rito, a ordem e o povo
Que a voz da justiça renasça de novo
Sem monocracias, sem medo ou vaidade
Pois só com o brilho da real liberdade
O mestre da pátria sai do seu estorvo.

O banquete é servido na altura,
Com vinho caro e lagosta na mesa,
Enquanto o povo, na mesma pobreza,
Só colhe a sobra da lei que é dura.
Pois quem tem o mando e a vida segura,
Não sente o peso do fardo e do açoite,
Mas que a justiça não durma na noite,
E seja igual para o rei e o peão,
Pois chega de luxo e de ostentação,
Pagos com o sangue de quem não pernoite.

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Sempre fui curioso por natureza e ávido por informações. Com o passar dos tempos fui me interessando cada vez mais por tecnologia e, dentre elas, a TI (Tecnologia da Informação), empreendedorismo, motivação, economia. Desde 2017 que venho cada vez mais me interessando pelo mercado de criptoativos. Dessa forma, com este blog, pretendo trazer um pouco de cada uma dessas áreas.

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José Costa

Não permita que os erros do passado definam seu futuro. Cada falha é uma lição valiosa e uma oportunidade de recomeçar com mais sabedoria e resiliência!

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